Arquivo para a linha materna categoria

Santiago

Postado em linha materna com as tags em Maio 16, 2008 por amodeofamilia

SANTIAGO

Toponímico, ainda que a intenção seja devocional. Originário ao lugar Santiago de Compostela – Galizia. (São Tiago). Muitos detêm o sobrenome Santiago e, devido a origem do mesmo, torna-se difícil determinar as linhagens por graus de parentesco. Muitos dos Santiagos provém, certamente, de personagens nobres, seja por parentesco seja por algum grau de vassalagem.

“El apellido Santiago es de los más antiguos de España y de ilustre sangre. Tuvo su origen en el reino de Aragón en tiempos del Apóstol Santiago, cuando vino a predicar a España por mandato de san pedro; siendo muy pocos los que convirtió, que por señalarse, tomaron el nombre de Santiago. Tiene su primera casa solr y raiz cerca de Zaragoza, y en la villa de Épila hay un solar muy antiguo de donde salieron con el tiempo, sirviendo a sus reyes por diferentes partes. Radicaron también en las montañas de Burgos, en particular en el lugar de Sacaborga en el valle de Camargo, en la meridad de Trasmiera, cerca de Santander y en Galicia.”

RAMO FAMILIAR
Segundo relatos familiares e alguns indícios os pais de Conceição, Jose Santiago e Josepha Rueda, eram espanhóis. Conceição, ao casar-se com Adão, adotou o sobrenome “Santiago Hissnauer”.

Conta-se que a família morarava no Rio de Janeiro, onde Conceição teria nascido e possuía um irmão mais novo de nome Bernardo. Foi no Rio de Janeiro que ocorreu a maior imigração espanhola no século XIX, especialmente da Galizia no ano de 1880 à época de D.Pedro II, em período pré-republicano e abolicionista. Há relatos familiares sobre Adão Hissnauer, marido de Conceição, viajar ao Rio e, mesmo, permanecer naquela cidade por algum tempo.

http://www1.ibge.gov.br/brasil500/espanhois/espurbano.html
http://www.ipahb.com.br/genera_migra.php

Rueda

Postado em linha materna com as tags em Maio 16, 2008 por amodeofamilia

RUEDA

Significa “roda”, símbolo heráldico de Fortuna, constância em atingir bons resultados na mais árduas missões. Sobrenome de origem em Castilla. Provável toponímico Castellano, da Vila que leva este nome, Rueda, de Medina del Campo, Província de Valladolid. A linhagem Rueda terá aqui seu solar conforme constam dos documentos de fidalguia da Ordem de Santiago e de Calatrava.
Descendentes desta Casa se estabeleceram em La Rioja e radicaram-se em diversas regiões, em Villarcayo, Província de Burgos, montanhas de Santander. Disseminam-se também pelas províncias de Córdoba, Cuenca, Murcia e Sevilla.

RAMO FAMILIAR
Segundo relatos familiares e alguns indícios os pais de Conceição, Jose Santiago e Josepha Rueda, eram espanhóis. Conceição, ao casar-se com Adão, adotou o sobrenome “Santiago Hissnauer”.

Conta-se que moraram no Rio de Janeiro, onde Conceição teria nascido, antes de virem a São Paulo. Foi no Rio que ocorreu a maior imigração espanhola no século XIX, especialmente da Galizia no ano de 1880 à época de D.Pedro II em período pré-republicano e abolicionista. Considerando a época e o contexto imigratório é muito provável essa hipótese. Conceição poderia ter se dirigido a São Paulo ou Adão ter viajado ao Rio onde poderia ter conhecido Conceição, há relatos familiares dessa viagem ao Rio. Seria a trabalho ou para conhecer os pais de Conceição? (em verificação).

http://www1.ibge.gov.br/brasil500/espanhois/espurbano.html
http://www.ipahb.com.br/genera_migra.php

Penteado

Postado em linha materna com as tags em Maio 16, 2008 por amodeofamilia

PENTEADO

Faz referência àquele que tem como marca pessoal seu próprio penteado.
Aparece registrado no século XVI – Andre Dias Penteado, ramo dos Vernek ou Warneck (origem germânica) que habitava Viana do Castelo.
O sobrenome chegou em Portugal, vindo da Espanha, no séc. XVII com Kaspar Warneck casado com Mariana Roiz de Magalhães.

Está em pesquisa a real existência desse sobrenome: Penteado, (quem sabe Peiteado?) no ramo familiar. (Ver em Santiago)

O sobrenome Penteado associado ao de Conceição, apareceu registrado em um documento de óbito e era mencionado insistentemente por seus netos que repetiam o que ouviam dos mais velhos, por isso é considerado neste estudo.
Os nomes dos pais de Conceição não parecem carregar este sobrenome.
Ainda não se pode identificar sua origem, se for realmente um sobrenome de família e não apenas algum erro de registro ou grafia, de um mal entendimento a partir do nome Santiago. Entretanto como no mesmo registro aparece o sobrenome Santiago, penso ser difícil que este último tenha se transformado em Penteado, seria grafar duas vezes um mesmo sobrenome sem indicação de errata, como de costume, uma corretamente (Santiago) e outro com erro (Penteado).
É possível, caso seja confirmado no ramo familiar, que tenha ficado desaparecido por uma ou duas gerações e retomado por homenagem, hábito nada incomum.
Duas outras possibilidades não excludentes da anterior são:
——– 1) um dos progenitores possuir o sobrenome Penteado, por parentesco, sendo “Penteado Rueda” ou Penteado Santiago”
——– 2) seja um cognome de origem galega que por aproximação na própria origem ou já no Brasil tenha-se grafado Peiteado, p.ex., como Penteado. Na lista telefônica espanhola encontram-se “Penteados” apenas na região da Galícia próxima à fronteira portuguesa. No caso de “Peiteados” a maioria encontra-se na mesma região galega e alguns outros distribuídos especialmente nas Asturias, norte de espanha.

Expondo essas questões em um forum obtive algumas sugestões que destaco e transcrevo a de um genealogista experiente da Galizia:

“A filiación que dá respeito da sua bisavoa resulta un pouco estranha pois tería que se chamar Santiago Rueda, pero o apelido Peiteado, sen ser demasiado común sí que se encontra nos arredores de Santiago de Compostela. O estraño é o apelido Rueda; non é común na Galiza e diría que case imposible na aldea, de donde supoño que emigraron. Considero probable contodo que a sua antepasada proceda da rexión arredor de Santiago de Compòstela”

——– 3) Outra possibilidade é de algum ramo dos Penteado serem aparentados mas não diretamente a este ramo familiar. Pelas histórias familiares fica a lembrança do nome Penteado porém sem a memória precisa de sua origem na família.

Ort

Postado em linha materna com as tags , , , em Maio 16, 2008 por amodeofamilia

ORT

São muitas as variantes possíveis influenciando sobrenomes espanhóis, franceses e portugueses: Orth, Orht, Orto, Horto, Ortiz, Huerta, Horta, Imort, Delort. Encontra-se a expressão em diversos países com idiomas afins.

Significa, principalmente, um lugar específico. Uma determinada região destacada, uma meta, o “point”, o fim de um caminho ou de uma estrada. Mais especialmente o topo de um monte ou montanha. Um lugar a se chegar, um objetivo. Por analogia podia ser empregado às pontas das espadas ou lanças.

Origem visigótica, posteriormente germânica, antes do séc. V. Registros mais antigos, sem equívocos, estão no séc. XIV, um exemplo é o de Betholdus Orto, em 1315, nas cartas patentes da cidade de Wollstadt, Germânia.

Ver resumo histórico da imigração dos suíços e alemães em Gobet

RAMO FAMILIAR
Sem dúvida alguma a família tem origem nos povos teutônicos. Podem ter aportado em terras brasileiras desde 1847 (início do ineficaz sistema de parceria do Sen. Vergueiro). Entretanto o mais plausível pelos indícios e registros encontrados em Piracicaba e Rio Claro, é que devem ter imigrado em 1854 com os suíços Gobet e Conus e os Hissnauer à época do Imperador D.Pedro II.

Pela pesquisa atual os primeiros imigrantes foram Adam Hissnauer casado com Anna Ort em meados do século XIX.

Marques de Oliveira

Postado em linha materna com as tags , , em Maio 16, 2008 por amodeofamilia

MARQUES DE OLIVEIRA

Pode ser interpretado isoladamente, Marques e Oliveira ou unidos em um único nome de família. Abaixo descreve-se ambas as formas. No caso familiar trata-se da composião de dois sobrenomes separados e unidos desde Clemente pai de Ernesto (atualizado em jun/2008)

MARQUES DE OLIVEIRA
Pode ser compreendido como um sobrenome único, uma vez que são encontrados associados desde o século XVI. Outra possibilidade é a de origem germânica (no sentido de marco, marca – aquele que defende a fronteira) chegando até Portugal via França e Espanha, onde é bem difundido. Em conjunto, Marques de Oliveira, parece indicar uma única origem e linhagem. Uma interpretação bastante verossímel é de tratar-se de um único sobrenome composto por um patronímico, Marques, filhos de Marcos ou variantes, provenientes de uma região de olival, provável Santa Maria de Oliveira.
Por carta de 24 de Abril de 1545, o Imperador Carlos V concedeu a D. António Marques de Oliveira,
Alcaide-mor de Coimbra, Cônsul Geral em Antuérpia, as seguintes armas: Escudo cortado, sendo o primeiro de ouro, uma águia estendida de negro, armada de vermelho, e o segundo de vermelho, uma cidade com sua muralhas e torres ameadas, tudo de prata, sainte de um rio do mesmo. Timbre: a águia do escudo.
Outros Marques usam: de azul, um castelo de prata, flanqueado por duas chaves adossadas de ouro com os palhetões para baixo.
Há um pintor de renome, na região de Viseu, Portugal, com o mesmo sobrenome Marques de Oliveira. Por tratar-se do mesmo nome na mesma região há grande possibilidade de parentesco.

MARQUES
Além das possíveis origens desenvolvidas no próximo tópico, Marques de Oliveira, há uma outra explicação para o caso do sobrenome isolado que é a de ser um patronímico, pois pode ter sua origem em um nome próprio, Marcos, ou Marques era como se chamava alguém que era filho do senhor Marcos, pelo que é inteiramente possível que existam diversas famílias que o tenham adotado por apelido, sem se verificarem entre elas quaisquer laços de parentesco. Encontra-se também a forma Marquez. (Outras variantes possíveis são: Marquis, Marques, Marquise, Marquy, Marqui, Marcquis, Marquess). Alguns apontam uma origem nos francos (ou franco-celtas) ao cognome, encontrado na Normandia, Pas-de-Calais, Boulogne-sur-Mer.

Poderá ser também referentes aos discípulos de São Marcos.

OLIVEIRA
Nome de raízes toponímicas, foi tirado da designação do Paço de Oliveira, na freguesia de Santa Maria de Oliveira. A família que adotou este nome por apelido é de remotas e nobres origens, a ela pertencendo o arcebispo de Braga D. Martinho Pires de Oliveira, que instituiu um rico morgadio em Évora, que deixou à descendência de seu irmão Pedro Oliveira. O nome Oliveira parece ter sido adotado também, pelos chamados cristão-novos, judeus convertidos ou refugiados, entretanto nem todos os Oliveiras, Coelhos, Marques etc são de origem judaicas.(*)
De oliveira, subst. comum (Antenor Nascentes, II, 223). Em Portugal esta família tem seu primeiro registro com Pedro de Oliveira, que foi o primeiro com este sobrenome, cujo filho Martim Pires de Oliveira, arcebispo de Braga, instituiu em 1306 o morgado de Oliveira, em seu irmão Mem Pires de Oliveira. Foi seu solar na freguesia de Santiago de Oliveira, donde esta família tomou o sobrenome, no concelho de Lanhoso. No tempo de D. Diniz I, rei de Portugal em 1281, já era «família antiga, ilustre e honrosa», como consta dos livros de inquirições desse rei (Anuário Genealógico Latino, I, 72).
As armas antigas dos Oliveiras, talvez de tão antigas, antecedam o nascimento das chamadas regras da armaria.

Possíveis variantes: Oliva, de Oliva, Olivas, Olivo, Olivos, Oliver, de Oliver, Oliv, Olive, Olivera, Oliveras, Olivero, Oliveros, de Oliveros, Olivrez, Oliverez, Olives, Olivar, Olivares.

Há traços genéticos em indivíduos Marques de Oliveira com pele muito clara e olhos azuis claros. Provavelmente Franco-Celtas (uma mera suposição)

RAMO FAMILIAR
O avô Ernesto Marques de Oliveira imigrou ao Brasil com sua mãe entre 1910/11 ao final da presidência de Nilo Peçanha logo seguido por Hermes da Fonseca. Ernesto nasceu em Lisboa, PT em 1910. Sua mãe, Palmira (Palmyra) era de Cadafaz em Celorico da Beira, na Serra da Estrela, Portugal. (Meio caminho entre Viseu e Guarda). Seu pai, Clemente Marques de Oliveira, padeiro, já havia imigrado. Nasceu em Alquerubim, Albergaria a Velha próximo a Aveiro (Região do Porto). Seus pais foram Domingos d’Oliveira e Maria MArques. Durante 1912, ao menos, Clemente trabalhou na Fazenda São Joaquim / Santa Gertrudes de onde escreveu cartas carinhosas à Palmira que já se encontrava em São Paulo, SP, BR.
A união de Clemente e Palmira não prosseguiu em terras brasileiras, e ela criou seu filho Ernesto.

Fazenda São Joaquim / Santa Gertrudes
http://www.fazendasantagertrudes.com.br/conteudo.asp?pag=historico_dir.html
http://www.camarasg.sp.gov.br/index.php?pg=cidade&tipo=historicocidade
Santa Gertrudes cenário de Novela da Globo

YouTube – Abertura da Novela Esperança
http://www.youtube.com/watch?v=zflUwsIAD5I
http://cienciaecultura.bvs.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252005000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
http://www.fazendaspaulistas.com.br/nucleos/limeira/santagertrudes/index.htm

Guerra

Postado em linha materna com as tags em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

GUERRA

Ainda que se encontrem sugestões sobre a origem francesa do nome, as indicações encontradas, para a presença do nome em Portugal, apontam para uma origem espanhola e medieval para este sobrenome, encontrada em Castela, importante reino cristão. Nome proveniente de alcunha, desde logo se conhecem duas famílias da nobreza que o adotaram por apelido, sendo a primeira e mais importante pertencente a um dos ramos dos Eças (varonia real por descendentes de D. Pedro I) que usa por isso as armas destes. A outra, proveniente das Astúrias, veio para Portugal em época que não se podem precisar, na pessoa de Sebastião Rodriguez de la Guerra, que viveu na Beira e aí casou com Isabel Rodrigues, portuguesa, deixando descendência na referida província, parece que especialmente radicada na vila de Linhares. (Possíveis variantes: Guerra, de Guerra, Guerro, Guerrero, Guerrera).

Escudo: De verde, uma torre de prata, assente sobre chamas que a envolvem; bordadura de ouro, carregada com a inscrição AVE MARIA GRATIA PLENA. Timbre: a torre incendiada do escudo.

RAMO FAMILIAR
Palmira do Nascimento Guerra imigrou ao Brasil com seu filho Ernesto Marques de Oliveira entre 1910/11 ao final da presidência de Nilo Peçanha logo seguido por Hermes da Fonseca. Ernesto nasceu em Lisboa em 1910. Sua mãe, Palmira (Palmyra) era de Cadafaz em Celorico da Beira, na Serra da Estrela, Portugal. (Meio caminho entre Viseu e Guarda). O pai de Ernesto, Clemente Marques de Oliveira, já havia imigrado. Durante 1912, ao menos, Clemente trabalhou na Fazenda São Joaquim / Santa Gertrudes de onde escreveu cartas carinhosas à Palmira que já se encontrava em São Paulo, SP, BR.
A união de Clemente e Palmira não prosseguiu em terras brasileiras, e ela criou seu filho Ernesto.

Gobet

Postado em linha materna com as tags , , , , , , em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

GOBET

 

 

 

São muitas as possibilidades de variantes com mesma origem: Gobete, Gubo, Gubbicco, Gobel, Goblet, Gobi, Gobetta, Gobett, Gobet dit des Antoz, Gobbet, Gobbet dit Grand, Gobet dit Gaudy, Goisbert, Gaubert, Goubert,

 

Existem outras variações de origem essencialmente italiana: Gobbeti, Gobbeto, Gobbato, Gobet e Gobbin. Não sendo o caso para este ramo familiar estudado. Essas derivações apontam a origem do nome em Gobbi, sobrenome típico italiano proveniente de uma característica física “gobba ou gòbbo”, com sentido de encurvado, ou as corcovas de um camelo.

Gobet, no ramo em foco, tem primordiais origens teutônicas e posteriormente presente no idioma anglo-saxão antes mesmo do séc. VII: God (got, gott, good) + Bald (berht, bert, bright), denota, com variações de significados semelhantes: Brilhante como o sol ou brilhante como o dia, Iniciado+brilhante; Princípio de Deus; Deus+Logo – no sentido de brilho muito próximo, de imediato, sem mediação representando Deus está presente aqui; clarão ou Início de Deus; Deus contundente, Deus famoso ou fama (difusão) de Deus, Deus célebre.
Após o nome habitar a Grã-Bretanha dirigiu-se a algumas regiões européias incluindo-se Suíça, ao menos desde o século XIV, constituindo uma única linhagem em Fribourg.

Alguns indicam os Gobet franceses como uma distinta linhagem sem relação com os suíços. Apontam para o francês antigo gobe = vaniteux, com o sentido de garboso. Entretanto assinalam o mesmo percurso nas origens do apelido. Por outros estudiosos, ou em um contexto medieval, pode ser interpretado como glorioso, “buscar a glória” [de (em) Deus]. Afinal o que se podia buscar de maior glória, à essa época, era um espírito impregnado das bençãos divinas, do brilho de Deus. Esta variação francesa pode ainda relacionar-se à busca da valentia, da fama, ao ser radiante como aqueles que o faziam nos torneios e justas, ao ser “garboso” como pessoa brilhante e respeitada, ou possuidor de brilhante armadura, sinal de boa posição. Descrita a interpretação francesa verifica-se não se distanciar das suíças. Não se encontra material suficiente que impeça uma conotação onde os ramos paralelos, suíço e francês, possuam a mesma origem em uma linhagem com primários ancestrais anglo-germânicos.

Gobet deriva Goblet. Denota um recipiente, vaso, frasco, ou cálice. Goblet, Goble ou Gobel, como em René Goblet, primeiro-ministro francês (n. 26/11/1828, Aire-sur-la-Lys). Goblet em inglês tem o mesmo sentido de cálice. Gobele em Portugal empregado como copo alto de captação e precipitação. Apenas por curiosidade, desta variação, existem lendas nos cantões suíços relacionadas aos simbolismos do cálice. Ainda no “Novo dicionário francez-portuguez” de Jose da Fonseca (editado em Paris 1850), relaciona-se gobet como o popular ghobé significando um “bocado” ou mesmo “cereja”.

O termo teutônico God / Gott ou Goth relaciona-se à denominação genérica dos godos e origina gótico, como etnia com produção técnico-artística excepcional na Idade Méda. Primeira expressão cultural vultuosa realmente européia ocidental.

Alguns dos registros mais antigos do nome de família estão na Inglaterra, encontrado no feudo em Hampshire, entre os Lords of the Manor; Godbryt registrado na cidade de Exeter (King Canute 1016 – 1035; William Godebrich em Essex 1262 e Gilbert Godebrith de Suffolk no ano 1327; encontram-se ainda Johanneta Gobetta em 1428, Peter Gobi em 1445, Johann Gobet em 1623.
Na Suiça em 1394 e 1498, e na França cerca de 1600. Há registros históricos de Fribourg que apontam um forte relacionamento, e influência, de diversos membros da família Gobet com Comendadorias da Ordem de Malta (Ordem dos Hospitalários).
Segundo um genealogista suíço renomado, Diesbach, todas as famílias com sobrenome Gobet, oriundos de sua Confederação, têm origem no Cantão de Fribourg (burgo livre, franqueado, dos francos). Os primeiros registros verificados em Fribourg (CH) é o de Henslinus Gobel em 1394 e Petrus et Hanso Gobet em 1428

CONTEXTO EMIGRATÓRIO
Muitas famílias de Fribourg (CH) imigraram ao Brasil a partir de 1819-20 por solicitação de D. João VI. Dada a parca população do local de origem pode-se pensar na probabilidade de parentes da família Gobet entre os que imigraram. A paróquia na qual se fixaram, recebeu o nome de São João Batista de Nova Friburgo, fundação em 1820. Em 1824, à época de D. Pedro I, imigravam a essa vila muitas famílias de origem alemã.

Após uma tentativa frustrada ao sul da Bahia, essa foi a primeira imigração planejada para o Brasil, com suíços e alemães (Nova Friburgo). Seguiu-se uma segunda onda imigratória, também com povos de mesma origem. Vieram inicialmente para a região sul do país e posteriormente outra onda seguiu para o interior de São Paulo especialmente entre 1849 e 1859 através de contrato de trabalho com um ineficiente sistema de parceria feito pelo Sen. Nicolau Vergueiro que chegou a provocar várias insatisfações e levantes com repercussão nos países de origem. Os imigrantes deram enorme contribuição ao desenvolvimento da região e do país, transformando-o de fato.

O contexto da emigração suíça e germânica pode ser assim sintetizado:
A situação de muitas regiões da Europa no século XIX  era desalentadora. Guerras constantes: napoleônicas e locais; impacto crescente da primeira fase da Revolução Industrial; impacto do embargo continental napoleônico (1815-16), desemprego, condições sub-humanas, explosão demográfica (incremento de ~100% entre 1750/1850), fome; época com invernos extremamente rigorosos, conhecida como Pequena Idade do Gelo (com início a partir do séc. XIV), nas adversidades geradas pelo clima inclui-se conseqüências agravantes com as erupções do Vesuvio (séc. XVII) e principalmente do “ano sem verão” (1815/17) provocado pela erupção do vulcão Tambora (Indonésia), o céu da Europa sob esses cataclismos foi inclusive registrado pelo pintor Turner. Os povos suíços e germânicos estavam nessa situação, e se tornaram candidatos à emigração ao Brasil que, por sua vez, buscava alternativas aos escravos e a uma “europeização” das terras imperiais brasileiras. Normalmente os imigrantes utilizavam o porto da Holanda ou portos da Itália, especialmente Genova. Alguns alemães, e também teuto-suíços, imigraram para formarem uma legião no exército brasileiro à época de D. João VI e posteriormente, após a independência, muitos vieram ocultos sob a denominação de colonos para colaborar na defesa das fronteiras do sul do Brasil.

RAMO FAMILIAR E CONSIDERAÇÕES
Com quase absoluta certeza, pode-se dizer que todos os Gobet do Brasil, ao menos os habitantes do Estado de São Paulo, pertencem a uma mesma linhagem, com mesmo tronco imigratório e distribuídos em ramos paralelos. As estatísticas à época das imigrações são muitas vezes contraditórias, entretanto corroboram para a hipótese acima. Estimativas para meados do século XIX, baseadas no historiador alemão Handelmann e em um jornal germânico de mesma época, prevê um número reduzido de famílias, cerca de 200 a 250, de origem alemã e suíça assentadas neste estado.

O casal ancestral François Gobet (n. 1817 Progens, Fribourg, CH) e Jacinthe Conus emigraram ao Brasil em 1854. São citados em site de genealogia suíço. Vieram inicialmente para Piracicaba na Fazenda Ibicaba (próximo à Limeira) no reinado de D.Pedro II.

Sabe-se pouco sobre certas peculiaridades como hábitos privados ou a cultura familiar de ancestrais suíços já tão distantes (150 anos). Pela história do contexto, alguns registros de imigrantes, histórias de algumas colônias e cidades e pelos relatos familiares sobre os antepassados suíços é possível formarmos alguma idéia sobre esses pioneiros. Saber e apreciar o trabalho, a organização, o engenho e a arte, a disciplina e a determinação, o apreço pelos detalhes, a reflexão, os hábitos gastronômicos típicos e, ao mesmo tempo, a adaptabilidade diante das adversidades sem que isso signifique submissão cega ou conformismo (o que demonstram as constantes lutas pela melhoria de vida, movimentos reivindicatórios e mesmo revoltas organizadas por grupos de imigrantes ao Brasil), são algumas das virtudes presentes nesse povo.

As histórias de família apontam a origem da ascendência do ramo suíço nos franco-suíços (Gobet) e nos teuto-suíços (Hissnauer). Este último nome não deixa dúvida de sua origem germânica. Quanto aos Gobet, a emigração a partir de Freiburg, a sonoridade do sobrenome, algumas grafias dos prenomes e até mesmo algumas apreciações gastronômicas ainda presentes no ramo familiar estudado, colaboram para a confirmação suíça-francesa desses imigrantes.

A Suíça sempre foi uma região multiétnica, multicultural e multilingüe e essencialmente assentada na cultura do campo ainda que com cidades, indústria e serviços importantes internacionalmente.  Observando alguns aspectos históricos pode-se considerar que os suíços, de ontem e hoje, compreendem outros idiomas além do seu próprio e comungam comportamentos dos povos que originaram cada Cantão. Cabe ressaltar que respeitando a pluralidade de sua formação, a Suíça, há tempos demonstra sua própria identidade confirmada pelo pioneirismo da Confederação Helvetia datada do séc. XIII. Só há sentido na divisão política em confederação neste território tendo-se a visão de unidade e simultaneamente o respeito às distinções culturais e idiomas ali presentes, distinções essas formadas pelas influências dos respectivos povos, neste caso franceses e germânicos.

Referência suíça com citação do Ramo Familiar
http://www.diesbach.com/sghcf/g/gobet.html
Referência francesa
http://www.geocities.com/crisgobet/
Fazenda Ibicaba
http://www.fazendaibicaba.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fazenda_Ibicaba
www.fazendaspaulistas.com.br/nucleos/limeira/ibicaba/index.htm
http://www.abphe.org.br/congresso1999/Textos/ANDRE_7.pdf
Imigração ao Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_no_Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Friburgo
D. João VI – Família Imperial Brasileira
D.Pedro I e D. Pedro II

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_VI_de_Portugal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_Imperial_Brasileira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_I_do_Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_do_Brasil
Cronologia historica do Brasil
http://www2.camara.gov.br/conheca/historia/colonia.html

Textos sobre a imigração suíça
http://64.233.169.104/search?q=cache:eJkX_rYnd74J:www.fflch.usp.br/dh/neho/arquivos/dietrich_imigracao_suica.pdf+imigra%C3%A7%C3%A3o+sui%C3%A7a&hl=en&ct=clnk&cd=4
http://www.helvetia.org.br/his_antecedentes.htm
http://www.swissinfo.ch/por/swissinfo.html?siteSect=105&sid=7320526
 

Sobre a Suíça
http://pt.wikipedia.org/wiki/Su%C3%AD%C3%A7a
http://en.wikipedia.org/wiki/Switzerland
http://www.swissinfo.org/spa/swissinfo.html?siteSect=881&sid=4177462
Napoleão. Guerras Napoleônicas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Napole%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_Napole%C3%B3nicas
Impactos da Revolução industrial
http://www.portalbrasil.eti.br/historiageral_revolucaoindustrial.htm

http://www.cefetsp.br/edu/eso/fausto/revolucaofrancesa.html
Pequena Idade do Gêlo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pequena_Idade_do_Gelo
swissinfo
O céu da Europa na Pequena era do Gelo / Tambora
Turner – Pintor

http://www.theartwolf.com/turner_biography_es.htm
Vulcão Tambora
http://www.guiafriburgo.com.br/guiafriburgo/cidade/historia/links-historia/hist03.htm

www.discoverybrasil.com/terra/sem_verao/terra_extremo_tambora/index.shtml
http://www.discoverybrasil.com/terra/sem_verao/index.shtml
http://www.earlham.edu/~ethribe/web/tambora.htm

Barbosa

Postado em linha materna com as tags em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

BARBOSA

Antiga linhagem portuguesa com raízes toponímicas, deriva da quinta de Barbosa, na freguesia se São Miguel das Rãs, perto do Mosteiro de Cete. É correlata a todas as grandes linhagens anteriores à fundação de Portugal. Tem origem com D. Sancho Nunes Barbosa, senhor da Quinta de Barbosa, que deu nome à terra. D. Sancho Nunes Barbosa era descendente de D. Nuno Guterres, e este filho do Conde D. Teobaudo Nunes, valoroso cavaleiro do rei D. Bermudo II de Leão. D. Nuno Guterres era irmão de S. Rosendo, famoso bispo de Dume no ano de 925. A linhagem teve grande decadência pelos séculos XIII e XIV ficando ao meio da escala nobiliárquica. Tiveram grande importância no Reino de Portugal, desde a fundação até à Batalha da Alfarrobeira, quando tomaram partido do Infante D. Pedro,na luta imposta pelo sobrinho, o Rei D. Afonso. Um cavaleiro da Casa Real, João Barbosa de Barros, filho de Pedro Barbosa de Barros, nascido em Viana de Castelo, foi almoxarife da Ribeira Grande (1587 a 1591), cargo que recebeu como agradecimento pelos serviços prestados na ilha de Santiago.
À semelhança de Oliveira, Barbosa ou Barboza é um tipo de vegetação arbórea com ramos pendentes que lembram barbas, sendo daí a denominação de lugar onde há muitas barbosas.

Há comentários muito ponderados sobre outra possível origem deste sobrenome, ao menos para algumas pessoas que o adotaram; ainda não pude confirmá-los mas relacionam-se com a aparência da própria pessoa.. Trata-se da possibilidade da contração, de “Barba roja” (espanhol), ou “Barba rossa” (italiano), significando barba ruiva.