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Morano

Postado em linha paterna com as tags , , em Maio 16, 2008 por amodeofamilia

MORANO

Variantes: Murano, Murani

Existe uma visível e estreita proximidade entre as variantes desses cognomes que em alguns ramos, por equívocos de grafia, pronúncia e migrações, podem ser de mesma linhagem. Entretanto, também apontam-se origens distintas:
- A primeira de origem patronímica advindo de Morando, veneziano.
- A segunda provém da Ilha Murano, Veneza. Importante pólo da fabricação de vidro. Foram situados nesse território por designação dos Doges, no século XIV, devida a importância do segredo na produção deste material. Os venezianos aprenderam essas técnicas provavelmente dos sírios. Os mestres vidreiros repassavam sua arte e ciência aos filhos e tinham status honorífico nessa maestria, igualáveis aos fidalgos. Todos da ilha envolvidos nessa tarefa podiam adotar o sobrenome Murano como distintivo de suas habilidades. Posteriormente esse conhecimento foi contrabandeado para a França e produziu algum declínio na produção vidreira dessa Ilha.
- A terceira, relacionado mais ao sul da península itálica é de origem toponímica da cidade de Morano Calabro, onde até hoje há preservada uma fortaleza murada.
- Outra possibilidade, que não exclue as demais, é que o nome representa a tez morena por semelhança, referência ou descendência de povos do oriente médio que poderiam ser sírios ou mouros.

RAMO FAMILIAR
Penso que a hipótese toponímica de Morano-Calabro seja a mais viável para o ramo familiar.
Carmela Morano, com seu esposo Luigi Amodeo, imigrou ao Brasil (São Paulo, capital) em 1926. Vieram de de Laurena di Borrello na Régio Calábria, sul da península.

Ver causas da imigração em Amodeo.

Tem-se notícias de “Morano” do mesmo ramo familiar que imigraram para Argentina de onde Giusepe Morano já visitou a família no Brasil na década de 70.

Lamanna

Postado em linha paterna com as tags em Maio 16, 2008 por amodeofamilia

LAMANNA

Muito típico do sul da Itália e, em especial, de Napoli. Duas vertentes são importantes e não necessariamente excludentes. Na primeira Lamanna, La Manna, La Mana, La Magna, significa características de grandeza, como homem grande, homem alto, mãos grandes. A outra, muito aceita, diz das variáveis de Alamagna, arimanno, alemanni dos grupos tribais Germânicos.

Hissnauer

Postado em linha paterna com as tags em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

HISSNAUER

Possíveis variantes com origens comuns: Hissnáuer, Hißnauer, Hißnaür, Hessenauer, Hesnauer, Risnauer, Resnauer, Misnauer (por erro de registro no ramo familiar), e Hiss. Ainda: Heis, Hiess, Heiss, Hise, Hesse, Heisman, Hiezmann, Hiseman, Hitzmann entre outras.

 

ETIMOLOGIA
1.Hiss (Hess / Hissen) = elevar (alto, elevado). Com suas variações e derivações, são termos encontrados muito remotamente na formação dos idiomas teutônicos. Este especificamente parece ter origem austro-germânica (Ger + Mani). Aparecem registrados em textos medievais do século XIV (Oxford English Dictionary). Significam: içar (mais empregado em navegação como o içar das velas), hastear (sentido de hasteamento de bandeiras e estandartes), elevar, alçar, suspenso, alto. Encontram-se alguns termos em inglês que possuem a mesma origem, como to hoist ou a expressão Hilander (proveniente das terras altas). Alguns autores apontam também para a derivação de hiss como sendo “sustenido”, no sentido musical, um som um pouco mais alto, um silvo.
Mesmo a descrição acima sendo correta há outra possibilidade para o caso de nomes e apelidos. Trata-se de uma interpretação recorrente e apontada por muitos como certa. Indica o nome Hiss como diminutivo de São Mateus (Mathius, Matthew), nome de uso intenso nos povos teutos. Tornou-se a designação dos Catos a partir da cristianização ampliada por influência dos cruzados que retornavam da Terra Santa (séc. XI e XII). Conta-se que o martírio de S. Mateus está impregnado de simbolismo gnóstico presente de muitos modos na região. Isso teria a um tempo facilitado a cristianização pelo processo de sincretismo e, por outro, formado um cenário cultural facilitador no surgimento dos movimentos protestantes a partir da Alemanha.
Vale acrescentar, por similaridade, que os celtas (Kelt) denominavam suas principais aldeias e fortificações como “Altos”.
Hess ou Hiss, por costumes e vestuário desses povos, pode assumir o significado de homem com capuz ou aquele que utiliza uma manta sobre um capacete (em inglês: hood, como em Robin Hood).
2.Aue(Awe,Au) = terra agradável farta em água, junto à cursos d’água. Campos ou pastos férteis, montes, planaltos, campina com vegetação abundante. Vale fértil. Tais como são as terras do ducado de Hesse  na Alemanha ou de Hyssen, na Suécia, a semelhança dos nomes com HISS não é arbitrária mas sim relacionadas. Muitos idiomas tem o termo água oriundos do teutônico AU: Eau – Francês, Water – Inglês, Wasser – Alemão.
3.-Er = indica proveniência. Seja de uma região, clã ou tribo, ou a ocupação e ofício.

Unidos em “Hissen+aue” ou “Hiss+(n)+aue” denota campos altos, regiões de abundancia em montes, vales férteis em terras altas.

ETNIA E GEOGRAFIA
O sobrenome Hissnauer deve suas raízes a Hesse (Alemanha) e região. Com suas variantes significa Hesseno, Hisseniano, Hessiano, proveniente de Hesse.

Sabe-se ser difícil traçar a diversidade cultural e lingüística derivada dos povos teutônicos que ocuparam a região da atual Alemanha e vizinhos. Até mesmo os nomes genéricos como teutônicos, germanos ou alemães podem gerar complexidade para a compreensão mais correta. Dada a finalidade desta página basta uma síntese.
Um dos ramos visigodos, indo-europeus unidos aos povos locais da Europa central e do norte, habitam as terras frias ao norte da Europa Central, incluso a atual Holanda, Bélgica e Suécia, originando entre outros os batavos, escandinavos, dinamarqueses, normandos e demais subgrupos de tribos germânicas. Destaca-se um povo para o propósito deste estudo: os Chatti ou Catti, denominação empregada pelos romanos que alguns estudiosos dizem ser um clã originado da confluência principal entre Teutos e Celtas. Em um período de muita movimentação das tribos, entre elas os Catos, ora buscando melhores condições de sobrevivência ora pressionados por batalhas, ora para impedir invasões como a dos romanos, dirigiram-se ao sul. Atingiram o território da atual Áustria. Enfrentaram, com outras tribos, o  Império de Roma e contribuíram decisivamente para delimitar a expansão romana ao longo do Danúbio e do Reno (Limes). Os Catos deram origem ao povo de Hesse e vieram a ser conhecidos como Hessenos, povo de Hesse ou, às vezes, do Clã Hiss e estão relacionados à origem mais remota dos antepassados. Ver também Floresta Hercinia e Floresta Negra pois os hessenos habitavam e se movimentavam muito bem por essas florestas.

Os nomes como alcunha, originados em HISS, foram empregados como identificação desde a antiguidade e adotado como sobrenome desde a Idade Média.

OUTRAS OBSERVAÇÔES
1. Há uma proximidade gráfica e fonética entre: Hissnauer, Hissenauer, Hiesenhaber, Hessenauer. Para corroborar há páginas web relacionando genealogicamente esses sobrenomes e que estão localizados na mesma região geográfica, Rhein, Hessen-Nassau. Dessa mesma localidade encontram-se imigrantes para os EUA nascidos ao final do séc. XVIII e declarados católicos. Devido à época em questão deve-se relacionar essa região ao Reino da Prússia, remotamente constituído e defendido pelos Cavaleiros Teutônicos.
2. Na região de HESSE próxima à Rheinland-Pfalz é onde, hoje em dia, concentram-se as famílias Hissnauer e Hessenauer da Alemanha. O sobrenome parece ser raro na própria região de origem. Talvez, hoje, existam mais Hissnauer no Brasil que em outra parte do mundo!. Em sites genealógicos a maior presença está entre mulheres o que dificulta a localização da descendência, pois o sobrenome desaparece. Pode ser que a descendência feminina tenha sido maior mas, muito provavelmente a partir de determinada época os homens com esse sobrenome morreram jovens, sem filhos, fornecendo indícios de algum tipo de serviço militar, destacando-se aqueles que foram para os Estados Unidos ao final do século XVIII (Filadelfia).
3. Em geral parece que a família não é muito numerosa; são poucas as informações encontradas. Na lista telefônica existem 78 assinantes na Alemanha (pressupondo serem de um número bem menor de famílias)  e um único assinante na Suiça, em Vaud, Lausane; isso em 2004 e não se pode dizer desde quando estão ali instalados.
4. As informações encontradas sempre apontam as famílias como sendo católicas e curiosamente, como no ramo familiar, os prenomes são cristãos (ou hebraicos) normalmente do Velho Testamento, muito repetidos de geração em geração. Corroboram com a história da cristianização da região, pois era um costumo utilizado pelos cavaleiros cruzados retornados de suas batalhas na Terra Santa adotarem ou batizarem seus descendentes com esses nomes, favorecendo primariamente um sincretismo da história de S.Mateus com idéias religiosas gnósticas do território. Acrescenta-se que na região de Hesse uma parcela significativa da população manteve-se católica e unida na contra-reforma.
5.Há uma personalidade do séc. XVIII / XIX que, ao menos por homenagem, vale ser destacada. Possui sobrenome com as mesmas origens etimológicas e geográficas. Trata-se de Hermann Hesse. Influente pensador e importante literato ganhador de Premio Nobel. Possuía estreita paixão religiosa com o misticismo de um cristianismo primitivo e religiões orientais, notadamente da Índia além de fortes relações com as idéias junguianas. Em seu romance Demian adota, curiosamente, como pseudônimo o nome do protagonista Emil Sinclar.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Demian,http://www.webboom.pt/autordestaque.asp?ent_id=1115552&area=01 ,http://www.hermann-hesse.de/eng/ ).
6.Há, ainda, alguns indícios do sobrenome Hissnauer (Hissnáuer ou Hißnauer) e Eisenhower terem uma mesma origem conforme sugerido por uma pesquisadora americana que me informou por contatos via email. Eisenhauers – aqueles que dominam a arte dos ferreiros e fazem uma espada especial, possível derivação de Heissenhower. A região de Hesse sempre foi notável por suas minas de ferro. Segue trecho dos emails recebidos de Christina H.:

Hello,
I found the name HISSNAUER in Germany in the area around Bingen
on the Rhine. I *suspect* the name Eisenhower as in our U.S. President might have had this origin. This family was Catholic. This is all I know. Best wishes,
Christina
USA

6. Após exaustivas buscas, inclusive na web, não se encontrou qualquer referência ao nome de família Hissnauer em sites genealógicos e históricos Suíços. Não se encontrou referências desse sobrenome ser de origem ou possuir presença significativa na Suíça.
7. Os hessenos eram famosos por sua capacidade de luta e foram muitas vezes contratados para guerrear. Batalharam com Napoleão na guerra prussiana e com a Grã-Bretanha na Batalha de Trenton, episódio da guerra de independência americana. Deixaram nesse território alguns descendentes e traços culturais.
Há informações de Hissnauer presentes na Batalha de Trenton, em um memorial militar de Harisburg e inclusive uma carta de um militar Hissnauer, com algum posto de oficial, proveniente da Batalha de Trenton. Em pesquisa para verificar de que lado lutavam.
Até mesmo no Brasil, ocultos como colonos, foram contratados a partir de 1823 para garantirem a independência brasileira e as fronteiras do sul do país

Ver resumo histórico do contexto imigratório dos suíços e alemães em Gobet

RAMO FAMILIAR
Pode-se afirmar com grande possibilidade de acerto que todos os Hissnauer do Brasil pertencem a uma mesma linhagem, ao menos os habitantes do Estado de São Paulo. Têm origem em um mesmo tronco imigratório que com sua descendência difundiu ramos paralelos. As estatísticas do século XIX são muitas vezes contraditórias, entretanto corroboram para a hipótese acima. Se para todo o território brasileiro calcula-se em mais de 12.000 imigrantes alemães e suíços em todo o período imigratório, estimativas fundamentadas no historiador alemão Handelmann e em um jornal germânico de mesma época, prevê um número reduzido de famílias, cerca de 200 a 250, com essa origem assentadas neste estado; principalmente na região de Piracicaba, Rio Claro, Campinas e demais cidades próximas.

Os relatos familiares dizem que os antepassados vieram da Suíça-alemã. Um ramo germânico emigrou à Suíça e no século XIX dirigiram-se ao Brasil. As datas mais prováveis para a imigração dos Hissnauers são 1854 com os suíços Gobet e Conus à época do Imperador D.Pedro II ou, pelos relatos, indícios e registros encontrados em Piracicaba e Rio Claro, e em especial pelas considerações de C. Serafim, devem ter imigrado com outros teuto-suiços, entre eles os Schimitt, em 1857 para a mesma região do interior do estado de São Paulo (Piracicaba/Limeira).
Sabe-se da existência de parentes no interior do estado de S.Paulo BR, principalmente em Piracicaba e Rio Claro. Há indicações de parentes nos municípios de Limeira, Torrinha, São Carlos e Santos, nessa cidade o contato também possuía o nome de Adão Hissnauer.

Pelo atual estudo os primeiros imigrantes, em meados do séc. XIX, foram Adam Hissnauer casado com Anna Ort.

Imigração Alemã / Suiça-alemã
Catos / Chatti

http://pt.wikipedia.org/wiki/Catos
http://en.wikipedia.org/wiki/Catti

http://en.wikipedia.org/wiki/Chatti
http://tiosam.com/?q=Catos

Hesse / Hessenos
 

 


http://pt.wikipedia.org/wiki/Hessen

http://www.answers.com/topic/hesse
http://encyclopedia.jrank.org/CHR_CLI/CHURCH_HISTORY.html
http://encyclopedia.jrank.org/es/HEG_HIG/HESSE_lat_Hessia_Ger_Hessen_.html

Rio Reno
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Reno
Reno Palatinado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Palatinado_do_Reno
Prússia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_da_Pr%C3%BAssia
Carta de Hissnauer em Trenton
http://www.genealogybank.com/gbnk/list.html?p_topdoc=1&p_multi=GBNEWS&p_perpage=5
Trenton
http://www.americanrevolution.org/hessindex.html

S. Mateus
http://www.newadvent.org/cathen/10056b.htm

Gallucci

Postado em linha paterna com as tags , em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

GALLUCCI

Principais variantes: Galluzzi, Galluccio, Galucci, Gallucci, Galluccio, Galluzzo, Galucci.

Com suas variantes, são todas formas diminutivas, seja de filiação ou de forma carinhosa. Provém de Gallo, Gallus em latim. Ainda que se refira à figura de um galo, certamente está relacionado à Gália.
Possui significado de vigiar, liderar, saudar a luz do sol, consciência vigilante, voz forte, como um galo a anunciar a vigilância nas primeiras horas do amanhecer. Pela origem latina encontra-se disseminado em muitos países, notadamente Itália, Espanha, Grécia e França. Possui muitas variantes como: Jal, Gall, Gal, Gallen, Gawel. Era comum na Escócia, Irlanda e Inglaterra empregar Gall, por influência céltica, aos estrangeiros. Na Itália tem maior concentração no centro-sul e sul. Afora nomes hereditários ou de características pessoais, uma possibilidade é ser um toponímico pois algumas localidades contém esse nome. Uma região provável está ao sul de Firenze, Galluzzo ou Galluccio, onde encontra-se uma importante abadia cisterciense, Certosa del Galluzzo, do ano 1341. Essa região vê-se citada por Dante na Divina Comédia (XVI): «Oh quando fora meglio esser vicine quelle genti ch’io dico, ed al Galluzzo ed a Trespiano aver vostro confine». Outra localidade significativa é Gallo Matese.

De Marco

Postado em linha paterna com as tags , , em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

DE MARCO

Difundido por toda a Itália, deriva do nome latino Marcius, Marcia, referente à Marte e ao simbolismo guerreiro que ele encerra. Além desse sentido mais aceito poderá significar também um marco territorial, um limite de fornteira. Com a partícula “Di” e assemelhadas é o filho, ou descendente de Marcos. Poderá estar associado à São Marcos, nesse caso o “Di” poderá representar o discípulo deste apóstolo. Um dos registros mais antigos como sobrenome está em Messina, Itália

Variantes: Di Marco, Di Marchi. Outras possibilidades são: De Marco, Marco, Marcko, Di Marco, Marcoz, De Marchi, Di Marco, Di Marko, DeMarco.

Conus

Postado em linha paterna com as tags , , , em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

CONUS

Possíveis variantes com mesmas origens: Coonos, Coni, Cony, Conny. Ainda pode-se considerar: Conellier, Conelier, Conon, Conet, Conne, Connie, Conney, Conez, Conens, Connot, Counot, Conard, Connard, Contier, Cosnard, Cosnier, Coniac, Connac, Conneau, Connelly, Conneault, Connault, Conway.

Duas interpretações são marcantes. A primeira possui melhores referências ainda que a segunda, devido à sonoridade, possa parecer bastante plausível em alguns idiomas. É muito provável que a partir da primeira hipótese, e o nome emigrado para regiões com idiomas fortemente influenciados pelo latim, tenha ocorrido uma aproximação fonética, uma espécie de sincretismo sonoro.

A primeira interpretação coloca Conus, e muitas das variantes acima, como oriundo de Conway (Con, Hound + Way) com grafia inglesa e origem na Inglaterra e (ou) Irlanda. Aqueles que defendem a origem irlandesa, aponta para uma origem gálica mais remota e depois grafada como: MacConnmhaigh, ou MacConnbhuidhe ou O ‘ Connmhaigh, esses nomes transformam-se anglicizados em Conway para finalmente originar Conus ou outras variantes. De um modo ou outro significa “perseguir um caminho”, “percorrer uma via”, “perseguir a principal vitória” e como conseqüência “Líder vitorioso”, indica-se ainda “seguir as curvas do rio”. A título de exemplo dessas transformações do nome indica-se um Conway, beato e mártir inglês que adotou Conus ao entrar na Ordem dos Beneditinos em Lucania, sul da Itália. O sobrenome encontra-se mencionado ao menos desde meados do século XV na vila de Rue em Saulgy (Siviriez), Suíça, Cantão de Fribourg. Destaca-se uma das referências: Dictionary of Patron Saints’ Names  de Thomas W. Sheehan, 2001.

A segunda hipótese, onde pode ter corrido um sincretismo fonético e quem sabe até mesmo simbólico, interpreta Conus como um registro latinizado da forma cônica. Tratando-se de sobrenomes tem o sentido de “coníferas”, árvore com a copa em forma de cone, a exemplo “Pinheiro” encontrado em nosso idioma. Neste caso será de origem toponímica ou de um clã habitante das regiões de florestas coníferas. Aproximar a sonoridade de Conway para Conus é um pequeno passo. Simbolicamente, somente uma hipótese, é possível interpretar o cone como uma seta que aponta um caminho a ser percorrido.

A família Conus é tipica de Fribourg, Suiça ao menos desde o século XV. O sobrenome pode ser encontrado em muitas outras regiões notadamente Grã-Bretanha, França e Irlanda.

RAMO FAMILIAR
Ver considerações e resumo histórico da imigração dos suíços e alemães em GobetO casal ancestral François Gobet (n. 1817 Progens, Fribourg, CH) e Jacinthe Conus imigraram ao Brasil em 1854. São citados em site genealógico suiço. Vieram inicialmente para Piracicaba na Fazenda Ibicaba (Limeira) em ineficaz regime de parceria instituído pelo Senador Nicolau Vergueiro à época de D.Pedro II.

 

 

 

 

 

 

Cartolano

Postado em linha paterna com as tags em Maio 15, 2008 por amodeofamilia

CARTOLANO

A provável interpretação do sobrenome vem de um toponímico originário do Feudo de Cartolano. (Vigliatore e Cartolano). A região mencionada de Cartolano está na zona Marevitano/ Cartolano), Província de Catanzaro, Calábria, Itália. Referências geográficas: Falerna Marina, Monteforte Cilento. O provável primeiro significado do nome, tem sua origem no ofício de Notário, sendo a derivação de cartolaro ou cartularius em latim.

AMODEO / AMADEU

Postado em linha paterna com as tags , , , , , , em Maio 14, 2008 por amodeofamilia

AMODEO / AMADEU



As principais variantes são: Amadeu (inclusive no próprio ramo familiar), Amadei, Amadeo, Amedeo, Amedali, Amedei, Amadini, Amodio, Amadio, além de outras possíveis pela alteração fonética, gráfica ou pela tradução dos nomes, muito empregada, como por exemplo: Amadej, Amadey, Amadèe, Amédé e Amedèe. Há até o registro de Amureu, referente à Antonio Russo Amodeo (1892-1972), proprietário de um Café herdado de Gioacchino Amodeo – Palermo.

Muito difundido na Itália e no mundo. Em razão das imigrações, é encontrado com diversas grafias e significa “aquele que ama a deus”. Algumas indicações demonstram a possibilidade de difusão ao sul da península a partir da Sicília. Na grafia apresentada é tipicamente da região sul da Itália.

Há três origens possíveis para o nome nenhuma excludente das demais:

  • A primeira refere-se a latinização de nomes normandos e germânicos que o adotaram como primeiro nome ou sobrenome após a conversão ao cristianismo. Um exemplo é o de Theophilus (uso do grego) em Wolfgang Amadeus Mozart. (Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart) Outro exemplo de primeiro nome é o de Amodeo Modigliani, também encontrado como Amadeu.
  • A segunda hipótese vem da influência grega associada à romana que, ao sul da Itália, originou o nome Homodeis, “homem de deus”, “aquele que é de deus”. Originando variantes como Omodeo e Omodei.
  • A terceira alternativa é a adoção do nome como sinal de cristianização do seu portador, para firmar e diferenciar um cristão dos demais credos. Foi muito difundido entre adotados por ordens religiosas por influência vocativa ou homenagem a um clã.


Este nome já aparece documentado desde o século XI na forma de Amadeum.
A partir do século XIII já há uma grande difusão do nome, entretanto será na Renascença que ocorrerá um número maior de registros oficiais, documentais, sobre o cognome.

Muitos nobres da Casa de Sabóia (Savóia, Savoy) têm o sobrenome Amodeo, ou suas variantes. Essa importante Casa pode ter contribuído para a difusão do sobrenome. Algumas pessoas podem tê-lo adotado por relação de parentesco, amizade ou algum tipo de vassalagem.
Antonino Giovani Amodeo foi um grande arquiteto renascentista, discípulo de Bramante, que concluiu a cúpula da Igreja de Milão.
Encontra-se também um Amodeo como Conselheiro e Capitão do Rei Ladislao que, muito provavelmente, esteve bem próximo e aparentado da importante Casa d’Aquino, influente família italiana com poder no centro-sul da península. Um dos nomes mais proeminentes dessa Casa é o de St Tomás d’Aquino.
No dia 28 de janeiro comemora-se a memória do Beato Amedeo IX, da Casa de Savoia, morto em 1472 (também encontrado como Amodeo).

RAMO FAMILIAR
O sobrenome Amodeo, neste ramo familiar, é proveniente de Laureana di Borrello, RC, Itália. Com a imigração do nonno Luigi Amodeo e sua esposa nonna Carmela Morano. Eram campesini e pelos relatos não tinham do que se queixar até a instabilidade e dificuldades advindas da Primeira Grande Guerra. Saíram da Itália durante o reinado de Vittorio Emanuele III. Luigi emigrou em 1925; passa alguns meses na Argentina e encontra-se com sua irmã, depois segue ao Brasil. A nonna Carmela chega ao Brasil em 26/12/1926 com seus dois filhos Rafael e Antonino e encontra-se com Luigi na capital de São Paulo, à época de Washington Luís. Além de parentes na Argentina, conta-se de familiares em San Francisco, USA.

A razão principal dessa emigração foi uma espécie de auto-exílio causado especialmente pela ascensão fascista e as instabilidades decorrentes que prenunciavam outras guerras.O nonno Luigi participou da I Guerra Mundial, Campanha Austro-Hungara, no período da Guerra de Trincheiras e chegou a padeceu como prisioneiro. Não pretendia correr novos riscos a si e a sua família com o contexto que se delineava. Para buscar paz e novas possibilidades emigraram ao Brasil, diretamente para a cidade de S.Paulo, SP, BR.

Sobre o episódio do cárcere de guerra há duas lembranças em família:

  • Luigi e mais alguns soldados teriam, em uma noite, fugido do cárcere de guerra, uma fuga sofrida com túnel aberto sob os alicerces da construção onde se encontravam. Durante o cativeiro conviviam, e quem sabe comiam, ratos. Tentaram comer milho plantado pelos carcereiros mas foram pegos e castigados. Durante a provável fuga tomaram a água de um rio que no dia seguinte constataram a existência de sangue de outros soldados mortos.
  • Outra memória é que teria sido libertado por aliados em 1917, sendo o restante da história acima episódios isolados antes da captura.

Por minhas próprias lembranças a partir dos relatos diretos de Carmela, esposa de Luigi, provavelmente a primeira hipótese é a mais certa. Lembro-me que a história me fascinava e insistia muito para repeti-la, gravando-a desse modo em minhas recordações. Podem, eventualmente e conciliando os dois relatos, terem sido aprisionados novamente após uma tentativa de fuga.
O Nonno deu baixa com honras e medalhas por bravura e ferimentos na Campanha Austro-hungara e pelos combates que seu batalhão empreendeu. Possuía cicatriz de um estilhaço de granada na lateral esquerda da face junto ao nariz.

Tem-se relatos de parentes que emigraram para Argentina e para San Francisco, USA, que foi o primeiro destino que pensaram em seguir antes de se decidirem pelo Brasil.

Deve-se destacar que os familiares “Amodeo”, em geral, são morenos claros com fisionomia muito mais característica do centro-norte italiano.No ramo específico pesquisado para este site, são ruivos com cabelos finos, pele muito clara com algumas sardas. Compleição e estatura média, entre 1,68 e pouco mais de 1,75 m de altura. Algumas dessas características podem indicar a presença de remotos ancestrais de origem visigótica, (provavelmente germânicos, lombardos ou especialmente normandos em virtude da história desses povos em relação ao sul da Itália, em especial os séculos XI e XVII.

Primeira Guerra Mundial
http://www.curso-objetivo.br/vestibular/roteiro_estudos/primeira_guerra_mundial.aspx
http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=57
http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/primeira-guerra-mundial/
Itália
http://www.enit.it/default.asp
http://www.italianoar.com/
Laureana di Borrello
http://www.laureanaborrello.it/
http://it.wikipedia.org/wiki/Laureana_di_Borrello

Vittorio Emanuele III
http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADtor_Emanuel_III_da_It%C3%A1lia
http://en.wikipedia.org/wiki/Victor_Emmanuel_III_of_Italy
Casa de Savoia
http://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Savoy
http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Sab%C3%B3ia
Washington Luis
http://elogica.br.inter.net/crdubeux/hsousa.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Washington_luis