Sobrenomes familiares

SOBRENOMES

Significado e origens dos sobrenomes do ramo familiar e correlatos. A origem dos sobrenomes abre janelas sobre
as características familiares e o auto-conhecimento.

Os Sobrenomes podem ser localizados nas “etiquetas” ou na “caixa de busca”

Estudar a origem dos sobrenomes é como o estudar fósseis que nos levam ao conhecimento do nosso passado.
Nesta seção relaciona-se os sobrenomes do ramo familiar conhecidos até o momento. Resultados mais recentes estarão no Blog antes de futura atualização deste site. Indica-se a região de proveniência dos antepassados ou indícios de suas origens. Inclui-se também os nomes de família da linha materna do descendente: P.H. Bento Amodeo.
Saber a origem e o significado dos sobrenomes satisfaz uma curiosidade e abre uma janela de possibilidades como conhecer algo sobre a procedência de algumas características familiares; sejam elas físicas e genéticas ou traços culturais advindos das etnias, grupos lingüísticos, eventos, modos de vida, gastronomia, ocupações e ofícios e regiões que habitavam nossos ancestrais mais remotos e que podem chegar, de alguma maneira, até as gerações mais recentes.
Em muitos pesquisadores foi estabelecida a influência existente dos ancestrais remotos na formação de nossa personalidade, por exemplo em Schopenhauer e os “protótipos” ou em Kant que reflete sobre as possibilidades do conhecimento concluindo que se esse processo depende da percepção uma noção de percepção deve anteceder a aquisição do conhecimento. Essa influência ancestral está presente nos conceitos de “Arquétipos” e “Inconsciente Coletivo” da Psicologia Analítica de C.G.Jung, ele mesmo apontava Platão como um dos pais desses conceitos.

“O inconsciente coletivo significa que a consciência individual é tudo menos uma tábula rasa, ou seja, um lençol branco, conforme cita Locke, mas é influenciado no mais alto grau por predisposições herdadas. Abrange a vida psíquica de nossos ancestrais, retroagindo até os primórdios mais remotos.” [ ]
“Não são idéias herdadas, mas possibilidades herdadas” C.G.Jung

Aqui não é o campo para discutir esses conceitos complexos. Pode-se dizer que há uma influência direta sobre a formação de nossa personalidade desde a 4° geração ancestral. Ao considerar uma sucessão em cadeia, de gerações influenciando gerações, supõe-se no mínimo o dobro disso, 8 gerações passadas, que ainda deixarão traços culturais e de personalidade nos descendentes presentes, mesmo que filtrados e com contextos diferenciados. Para exemplificar, de modo até irônico, pode-se lembrar muitos estereótipos e anedotas difundidas de um povo europeu em relação ao outro que, muitas vezes, têm sua origem antes mesmo da formação das nações que conhecemos. No Novo Mundo, e em especial Brasil, foi possível amalgamar as diversas culturas que aqui aportaram tais como a portuguesa, espanhola, francesa, alemã, italiana e suíças entre outras.

ESCUDOS E BRASÕES DE ARMAS
Porque são indicados neste site.

Veja uma explicação extremamente necessária sobre a apresentação dos ESCUDOS DE ARMAS e BRASÕES referentes aos sobrenomes do ramo estudado

 

 

ARMORIAL
Brasões e escudos de armas referentes aos sobrenomes da família

Em razão do rico simbolismo heráldico presta-se, com esses escudos de armas, homenagem aos ideais que moldaram e constroem a civilização, ocidental e oriental.

Ao contrário do que o senso comum acredita, possuir um brasão com escudos de armas nem sempre significa nobreza em seu sentido estrito. A necessidade humana de símbolos de identificação, individuais e coletivos, perde-se no tempo e está presente em praticamente todos os povos. Esses símbolos torna-o membro de uma cultura e, simultaneamente, destaca-o dos demais dentro da coletividade ou de outros grupos. Deve-se ainda lembrar de usos extremamente práticos no uso dessas insígnias como nas comunicações e no reconhecimento em meio às batalhas, por exemplo. O uso desses escudos intensificou-se na Idade Média quando houve a demanda da compilação de regras para sua confecção e uso nascendo a heráldica.

Os escudos e brasões, atribuídos a um indivíduo ou a uma família e presentes nos regimes monárquicos, perderam o caráter oficial em nações que assumiram novas formas de governo, notadamente o republicano. Entretanto, devido ao rico simbolismo dos escudos, eles podem ser elaborados e executados conforme as tradicionais normas heráldicas e registrado internacionalmente nas sociedades de heráldica e nobiliárquicas.

De certo modo um brasão ou um escudo de armas fornece alguma distinção ao seu possuidor, há sempre uma relação de fidalguia, conceito particularmente desenvolvido pelos espanhóis. Fidalguia ou “filho de algo” é descender de alguém que mereceu destaque em relação ao seu meio, à sua comunidade. Distinção essa que se transmutou a partir de séculos recentes e ampliou-se o conceito possibilitando ao indivíduo alcançá-la em qualquer área das atividades humanas, como as comerciais, as militares, na prestação de serviços, ou laureando-se com títulos acadêmicos, prêmios e homenagens. Antes de mais nada é um sentido ético, de honra e família.

Evidentemente que não é mais possível a crença de que se é melhor apenas por ser “filho de algo”. Pode-se creditar, atualmente, uma única possibilidade sensata, se de fato houver mérito nessa honraria, nesse destaque: essa distinção poderá implicar em uma melhor percepção do seu mundo, uma consciência crítica maior e, teoricamente, uma possível condição melhor de educação que irá passar de geração a geração, tornando os indivíduos descendentes mais críticos e úteis nas transformações qualitativas da sociedade.

Algumas honrarias tradicionais recebidas por um indivíduo conferem significado e legitimidade ao uso dos escudos de armas e brasões. Outro uso legitimo e incontestável dessas insígnias, é quando são assumidos os emblemas por forte identificação com um clã, com uma região, com um grupo ou uma organização ao qual se está afiliado.

Muitas vezes encontram-se escudos e brasões de armas referentes ao sobrenome que possuímos; não se pode afirmar que eles pertençam a algum ancestral direto e que muito menos tenhamos o direito de usá-lo oficialmente. O direito nobiliárquico aos títulos, armas e insígnias, só pode ser confirmado com acurada pesquisa. Deve-se lembrar que em nações não monárquicas o uso dessas insígnias assemelham-se ao uso de qualquer outra marca permitindo-se sua utilização desde que não esteja registrado legalmente com alguma restrição, sendo então legítimo o escudo de armas assumidas.

Principalmente recolher e estudar esses escudos de armas auxiliam na composição da história do nome, Torna-se um indício dos significados destes símbolos associados aos cognomes familiares; seja por descendência, por vassalagem, por homenagem, por habitação em terras dos senhores dessas insígnias. Sempre que houver um sobrenome associado a um escudo de armas antigo, alguma relação de significados existirá e permitirá uma compreensão cultural deste mesmo nome de família mesmo que seja de modo difuso.
 

Para visualizar os escudos de armas e brasões referentes aos sobrenomes aqui estudados veja  Sobrenomes de família

 

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